domingo, 15 de janeiro de 2012

Auto Insuficiência

Com a minha face fria e amassada,
acordo os meus precários dias cinzas,
nas frequências matinais dos acordes,
despertador desesperadamente mudo.

Na cabeceira, “A crítica da razão prática”,
faminto, comerei um Immanuel Kant,
toda a bandeja até a impossível digestão,
amanhã de certo, fezes e filosofia.

Confuso, clamo por aquele seu Deus vingativo,
que muitos, amam, louvam e sempre temem
e alheio a fé, a precisão e a filosofia, concluo:
não preciso de religião, eu sei pecar sozinho.

André Bianc

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