quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Espasmos de estilos

Há um tempo raso de metáforas,
reprimido de tristezas fantasiosas
e veladas em espasmos da renúncia.
Fátua, eis as máscaras da ilusão.

Petulância não adaptada será a palavra?
Suscetível e vulnerável do poema...
Num estoicismo de cínicas confidências
e aliado das humanas intenções.

Crispado do mísero niilismo visceral,
num tímido rastro de pobres versos
e desconectados de quaisquer estilos,
casual, absurdo, vão e contraditório.

Eu, sem fisionomia, o anti-poeta,
fisiologicamente doce e tão banal
E ainda servo retrógado da anarquia.
Onde estarão os poetas do mau?

André Bianc

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