sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Timidez pré-esquizofrênica

Tensa e impecável a vã consciência,
verossímil delírio da alta violação,
no ortodoxo eixo do dedutível,
murmura a incoerência extinguida.

Fastio do mito-verme irracional,
transmutação do inatingível destino,
traduzido por um mudo ventríloquo,
poliglota de muitas perplexidades.

Neste subterrâneo que habitam os rumores,
das possessões involuntárias e ocultistas,
está a minha alma não-humana devassa,
nas variantes dos veredictos injustos.

Sejam auto-análises incidentais e nebulosas,
ou as seduções que transmudam os impulsos,
dos egocêntricos de inúmeras conjugações,
que agregam em mil sósias inquietos.

E minhas multidões, todas em uma só,
deliberadamente despejadas ao acaso,
das convicções incertas do pensamento.
Rasgarei minhas roupas inibitórias.

André Bianc

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